Os discursos vão todos no sentido do sucesso da inclusão escolar dos alunos que apresentam alguma deficiência. Mas, no que aos surdos diz respeito, isto é algo que não bate lá muito certo. Se a Direcção Regional de Educação não tem dados sobre a taxa de sucesso escolar dos alunos surdos, conforme nos respondeu em ofício, como é que que se fala e se discursa sobre o sucesso da inclusão? Alguém anda distraído. No mínimo. E desde o princípio do ano que andamos por aqui a alertar para a educação dos jovens surdos e dos problemas que enfrentam. E também alertamos, em devido tempo, para a legislação nacional que dá uma resposta mais concreta às necessidades dos surdos. Continuamos preocupados com o alheamento, que temos testado, sobre esta questão. E Setembro está à porta. E as GRANDES férias estão antes de Setembro. Não sentimos ainda nenhum empenho na adaptação da legislação nacional. Não estamos a ver solução no horizonte.
É um princípio do direito. Para os mais distraídos.
Veja-se aqui o site relativo ao ensino especial a surdos da Direcção Regional de Educação da Madeira.
Em relação ao post anterior, julgamos que o DL 352/2007 não veio dar resposta cabal à questão da deficiência ab initio. É uma tabela para as deficiências decorrentes de acidentes de trabalho e doenças profissionais, e outra para avaliação de incapacidades permanentes em Direito Civil. Falta a incapacidade decorrente da acção da natureza, normalmente na gestação, e no que aos surdos respeita.
É um assunto para nos debruçarmos sobre ele. O grau de deficiência de surdez é aferido por uma tabela de acidentes de trabalho, ou não? Será isto assim? E se é, como é que surdos profundos de nascença, e nunca em resultado de acidente, são classificados com 30% e outros com 60%? Não diríamos misterioso, mas é estranho.
A Lei 21/2008, que pode ser consultada aqui, introduz algumas correcções ao DL 3/2008. A ver bem as alterações e as introduções.
O tempo vai-se escoando e não se vão vendo acções tendentes a uma melhoria da integração correcta e eficiente dos alunos surdos nas escolas. Não temos tido respostas às questões que por aqui vamos colocando. E o tempo a escorrer rapidamente para Setembro. Marasmo?
Continuamos a tentar saber da taxa de sucesso escolar dos alunos surdos nos últimos 20 anos. Não nos acomodamos a que não haja respostas concretas. Nem achamos plausível que os organismos oficiais não tenham dados correctos. Nem que não consigam dar resposta capaz e eficiente à exigente vertente educacional dos alunos surdos. Não nos acomodamos.
AMIGOS
INTERESSE
FEDERAÇÃO PORTUGUESA DAS ASSOCIAÇÕES DE SURDOS
ASSOCIAÇÃO PORTUGUESA DE SURDOS
Unidade de Apoio à Educação de Crianças e Jovens Surdos - Beja
EDUCAÇÃO
STEDA (MADEIRA) Serviço Técnico Educação Deficientes Auditivos