As aulas recomeçaram na Ilha de S. Miguel com a Escola dos Arrifes como escola de referência para surdos. A terminologia pode não estar correcta, mas a intenção é esta. Já lá há Docentes de LGP. Um progresso grande. Há um ligeiro atraso na contratação de intérpretes tradutores, que já era previsível, mas que se julga ser resolvida em breve. As primeiras impressões são, assim, boas. Aguardaremos mais tempo para aquilatar o impacto. Mas, para já, o primeiro impacto é positivo.
A Sra. Secretária Regional da Educação e a Directora Regional reuniram com os pais de alunos surdos das escolas Canto da Maia e Domingos Rebelo. Explicaram o que pretendiam implementar. E deram garantias absolutas que no primeiro dia de aulas haveria já na escola dos Arrifes, a tal escola de referência (a ver vamos se o é), todos os meios humanos necessários para uma boa integração dos alunos surdos. Isto é garantir a contratação de Docentes de LGP, de Tradutores/intérpretes, Terapeutas da Fala e de terem professores de educação especial na área da surdez suficientes e bastantes para se cumprir o legislado e o garantido. É que deram garantias aos pais. E garantias firmes. Estaremos cá no primeiro dia de aulas para ver se as garantias dadas foram cumpridas. Esperemos que não sejam promessas vãs.
A Sra. Secretária pela segunda vez marcou um encontro com a Associação a que depois não pode comparecer. Foi pena. Talvez, então, tivesse tido oportunidade de entender algumas coisas sobre surdos que a Direcção Regional de Educação nunca conseguiu entender. Foi uma oportunidade perdida, pois deviam ter falado com a Associação antes de tudo isto. Paciência.
Dia 17 de Julho, às 20H30, haverá uma sessão de divulgação dada por um nutricionista. As próximas serão em Setembro.
Durante o mês de Agosto, como habitualmente, não haverá convívio, embora a Associação continue em funcionamento.
Será no Pinhal da Paz, dia 27 de Junho. É lá o ponto de encontro. A partir das 10H00. Boa festa e bom convívio.
Amanhã, Sexta-feira 5 de Junho, haverá mais uma sessão na sede às 20H30. Com um economista, já nosso conhecido.
Domingo, pelas 14H30, visita guiada à gruta do Carvão.
Muito dos que se pronunciam sobre o ensino dos surdos nos Açores só andam a esgrimir citações. Todos andam a ler coisas, cada um para seu lado, tentando ser mais influente que o do lado, e com projectos diversos e dispares. Cada um lê para seu lado. As citações, que esgrimem, determinam a importância das seus empenhos. Só que, na ponta final, as crianças saem da escola, certificadas, mas sem saber ler nem escrever.
Esperamos que as reuniões de hoje ultrapassem o esgrimir de citações. Que concretizem um caminho para o sucesso escolar dos alunos surdos.
Nenhuma região do mundo atinge o desenvolvimento só com uma parte. Tem de levar toda as partes para o século XXI.
A instrução dos cidadãos surdos continua a ser o nosso grande empenho. Vamos, para o mês que vem, festejar o aniversário da não resposta aos cidadãos surdos que se inscreveram na Escola Domingos Rebelo, no Centro de Validação de Competências. Um ano sem darem resposta, individual, pois foi individualmente que esses cidadãos se inscreveram. Também a Associação, por seu turno, insistiu em ter uma resposta a este assunto, quer junto da Escola, quer junto da Direcção Regional da Educação. Da escola nem um telefonema, que foi a única iniciativa que a DRE teve.
Mantivemos um certo silêncio, de retiro espiritual, para dar um certo espaço de manobra à nova equipa da Secretaria Regional de Educação. Mas o tempo vai passando, e a paciência a esgotar-se. Um ano perdido na vida de um jovem tem consequências dramáticas, em exponencial, na vida desse jovem. Ainda mais se esse jovem for um cidadão surdo. Consta que vai haver uma nova arquitectura para o ensino de jovens cidadãos surdos. Consta. Uma nova arquitectura pode ser bom, embora possa não ser o suficiente para garantir eficácia ao sucesso do ensino de jovens surdos. E muito consta por aí. Espero que a fogueira das vaidades não seja responsável pelo desperdício da oportunidade de se fazer algo BEM FEITO para o ensino dos surdos, e assim se reparar o rotundo fracasso da integração dos últimos anos. Porque se os jovens surdos saem de escola sem saber ler nem escrever, é óbvio que algo está errado, pois eles não têm sucesso na aprendizagem. E esta situação não se pode manter por mais tempo. Já houve demasiados jovens surdos penalizados por uma má concepção do ensino para surdos. Não se deve continuar a penalizar mais os jovens surdos.
Será no dia 24 de Abril, como habitualmente às 20H30, na sede da nossa Associação. E versará A Vida Militar.
O passeio de estudo que foi A visita ao Vulcão, guiada por dois geólogos, foi um êxito. Outras iniciativas exteriores se seguirão.
Um dos problemas com que as associações de solidariedade social se debatem é com a falta de voluntariado. Ou melhor dizendo, falta de solidariedade da sociedade. A sociedade envolvente não se empenha. Défice de civismo geral.
Ora uma das vias para se ultrapassar este problema é contar-se com a solidariedade de pessoas reformadas, suficientemente jovens, activas e dinâmicas. E é o que não falta. Essas pessoas deviam aproximar-se, voluntariamente das diversas associações e disponibilizarem-se. Não falta que fazer. E, para elas, fazia-lhes bem e era salutar, quer a nível físico, quer a nível anímico. Todas as vertentes sairiam ganhadoras.
Reformados activem-se, ou melhor, reactivem-se. Dêem um exemplo de civismo.
AMIGOS
INTERESSE
FEDERAÇÃO PORTUGUESA DAS ASSOCIAÇÕES DE SURDOS
ASSOCIAÇÃO PORTUGUESA DE SURDOS
Unidade de Apoio à Educação de Crianças e Jovens Surdos - Beja
EDUCAÇÃO
STEDA (MADEIRA) Serviço Técnico Educação Deficientes Auditivos